Produção integrada na agricultura preserva recursos e evita excedentes

Pouco conhecida do consumidor, esta técnica de produção é praticada há muito pelos produtores portugueses.

Mesmo sem sabermos, consumimos diariamente produtos que seguem estratégias de produção amigas do ambiente. Não têm rótulo distintivo e podem não ser apresentados ao consumidor de forma atrativa, mas obedecem a um conjunto de regras (definidas por lei) que garantem a sua produção de forma sustentável, pensada na preservação dos recursos naturais e no aumento da eficiência.

A produção integrada é praticada há muito pelos agricultores em Portugal, sobretudo, os que vendem para as grandes cadeias de distribuição e exportam os seus produtos nos mercados internacionais. Inclui práticas que evitam o excesso de produção (logo, o desperdício), aumentam a eficiência energética e minimizam a poluição.

Este sistema usa de forma racional todos os recursos e privilegia mecanismos de regulação natural de todo o ecossistema. Com auditorias frequentes, rege-se por normas técnicas que controlam, por exemplo, o uso de fitofármacos ou da água necessária para a rega. Implica a existência um caderno de campo onde os agricultores registam todos os compromissos e uma visão dinâmica, a pensar no ambiente. A produção integrada tem em conta a escolha e a localização do terreno, regras de proteção fitossanitária, o material vegetal ou as técnicas de rega. Todas as escolhas do agricultor são fundamentadas, incluindo as decisões que toma para preservar o solo, a água e as espécies animais.

A produção integrada é hoje valorizada por governos e organizações e a legislação tem sido adaptada para estimular esta prática agrícola. Mais informações aqui.

Fonte: ANIPLA